Homicidômetro 2018



Avôs da menina Lavínia contam detalhes do crime


RIO - Em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, do programa "Mais Você", da TV Globo, os avós paternos da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos, assassinada pela amante do pai , falaram sobre o crime brutal do qual a neta foi vítima. Eles falaram ainda que não sabiam que o filho tinha uma amante até o dia do desaparecimento de Lavína, na última segunda-feira. Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), o avô paterno e os pais da menina Lavínia serão chamados para depor na segunda-feira depois do carnaval.
- O Rony é uma pessoa tranquila. Ele vivia tão bem com a Andréa. Ele não é de farra. Não bebe, não fuma. Ficamos bobos quando soubemos que ele estava com essa mulher - disse Dona Marta, avó de Lavínia.
Adão do Carmo de Oliveira , avô da menina, afirmou que não existe possibilidade de Luciene ter assassinado a menina sem ajuda, uma vez que ela precisava subir dois lances de escadas antes de chegar na menina. Ele disse ainda que sabia que Luciene estava com Lavínia:
- Quando chegamos, a tal Luciene estava chegando. Ela me atendeu. O Rony estava junto. Perguntei: "Cadê minha neta?". Ela disse que não sabia. Falei: "Você tem que dar conta da minha neta". Ela me olhou tão fria, mas tão fria, que me chamou a atenção. Pensei: "Minha neta não está morta. Vou negociar". Perguntei a ela se queria dinheiro. Ela não respondeu. Nós a dominados e chamamos imediatamente a polícia, que chegou em cinco minutos. Ela, friamente, negou envolvimento. Eu sabia que ela estava mentindo.
Na quinta-feira, Luciene Reis Santana contou à polícia que uma pessoa a ajudou a entrar na casa da menina . A informação é de Neide Reis, mãe da assassina, que acompanhou o depoimento de cerca de quatro horas da filha. O nome do cúmplice, porém, não foi revelado. Por recomendação da polícia, Neide prefere manter a identidade do suspeito em sigilo. O cúmplice da acusada é peça-chave para desvendar o que aconteceu na madrugada de segunda-feira, em Duque de Caxias. Após ser retirada de casa, a menina, que completaria 7 anos no próximo dia 13, foi morta num quarto de hotel. ( Assista ao vídeo liberado pela polícia que mostra a menina com a amante do pai )


Mais de 400 pessoas foram nesta quinta-feira ao enterro da menina no Cemitério Belém, no Corte 8, em Duque de Caxias . O clima era de forte emoção e revolta. Andrea Azeredo, mãe de Lavínia, parecia entorpecida. Desesperado, o pai da menina, Rony dos Santos de Oliveira, não conseguia caminhar e foi amparado por quatro amigos. A chegada dele ao cemitério foi acompanhada de cochichos.
Luciene, que precisou passar a noite numa sala isolada na Polinter de Magé, para evitar que fosse agredida por outras presas, foi transferida na manhã de quinta para o Complexo Penitenciário de Gericinó. Policiais disseram que a acusada é uma pessoa fria e calculista. Segundo o delegado assistente Luciano Zahar, da 60ª DP (Campos Elíseos), a crueldade da presa é ainda maior do que havia sido apurado inicialmente. Em depoimento na delegacia, ela contou que sufocou e depois estrangulou a menina .

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/03/03/avos-da-menina-lavinia-contam-detalhes-do-crime-923939374.asp
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