Homicidômetro 2018



Malásia adia teste que liberaria até 6.000 mosquitos da dengue modificados

O governo malasiano decidiu adiar, nesta terça-feira, o primeiro teste de combate à dengue com mosquitos geneticamente modificados. Esse seria o primeiro experimento do gênero a ser feito na Ásia.
Os organizadores do programa decidiram liberar de 4.000 a 6.000 mosquistos machos Aedes aegypti. Os filhotes desses insetos modificados morrem mais rápido do que a espécie tradicional, e os cientistas apostam que o mosquito transmissor da dengue --responsável pela morte de 134 pessoas em 2010-- e a doença poderiam ser erradicados.
Gustavo Amador/Efe
Filhotes do mosquito "Aedes Aegypti" geneticamente modificado tem período de vida mais curto que o inseto normal
Filhotes do mosquito "Aedes Aegypti" geneticamente modificado tem período de vida mais curto que o inseto normal
A ideia é que os insetos machos se acasalem e produzam descendentes com tempo de vida menor--o que reduziria a população do Aedes aegypti.
Mas o teste preocupou os ambientalistas, que temem as consequências de um programa desse porte, e os testes que seriam realizados em dois Estados foram postergados até que sejam fornecidos mais esclarecimentos aos moradores locais.
APELO INTERNACIONAL
Duas semanas atrás, 22 organizações não governamentais que atuam no sistema de saúde pública ou ambiental formularam uma carta aberta ao governo. Nela, pediam para que fosse cancelado o teste e, no lugar, houvesse investimentos considerados mais seguros para lidar com dengue no país.
"Nós não temos conhecimento suficiente sobre os mosquitos geneticamente modificados, como vão interagir com os não modificados na natureza, ou como podem afetar o vírus da dengue e as populações humanas", enfatizaram.
As autoridades tentam diminuir o receio geral dizendo que o teste não é perigoso e que os mosquitos criados em laboratório vivem por poucos dias.
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