Homicidômetro 2018



Bon Jovi no Brasil!


Para compensar os 15 anos sem vir ao Brasil, o Bon Jovi presenteou os fãs com apresentação vibrante, na última quarta-feira, em São Paulo. Foram memoráveis três horas de show, com 28 hits que marcam a história da banda

Tensão, nervosismo e ansiedade foram sensações compartilhadas pelas 60 mil pessoas que compareceram ao estádio do Morumbi, na quarta-feira, dia 6, em São Paulo. Devidamente vestidos de preto, bandanas com o nome "Bon Jovi" na cabeça e bandeiras com fotos dos ídolos, pessoas de várias partes do país e de diferentes faixas etárias se reuniram para ver, de perto, o "Grupo de Nova Jersey".

A última apresentação oficial da banda por aqui foi em 1995, durante turnê do álbum "These days". depois, em 2002, o Bon Jovi fez passagem relâmpago pelo Rio de Janeiro, mas, nesse caso, o show foi fechado, o que privilegiou apenas alguns fãs sortudos.

A espera pelo retorno foi grande (afinal eram 15 anos sem Bon Jovi!) e, quando o dia da recompensa chegou, muitos fãs "torceram o nariz" ao saber que quem iria abrir a noite seria a banda Fresno. Nomes como André Matos, Angra e Dr. Sin foram considerados como melhores alternativas, por exemplificarem o hard rock nacional e terem reconhecimento no exterior.

No entanto, quem ganhou mesmo a chance de se apresentar antes do Bon Jovi foram os jovens gaúchos do Fresno. Às 19h45, subiram ao palco sem timidez nem medo das vaias, que vieram em profusão. Em 35 minutos de apresentação, tentaram mostrar que possuem instrumental de respeito, arriscando longos solos de guitarra e carregando na bateria.

O estilo emocore dos rapazes não prevaleceu no show. Daí terem conseguido arrancar algumas palmas e até fazer parte do público dançar com as mãos levantadas. O vocalista Lucas Silveira afirmou realizar um sonho ao abrir o show do Bon Jovi e, diplomático, agradeceu o respeito dos fãs presentes, apesar das já citadas vaias.

Às 21h15 (após 15 minutos de atraso, deixando os fãs ainda mais ansiosos), Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Tico Torres e David Bryan surgiram ao som de "Blood on blood", clássico do álbum "New Jersey", de 1988. Era o início do show da "The Circle Tour" no Brasil.

Em seguida, a recente "We weren´t born to follow" (do álbum "The Circle") surpreendeu ao mostrar personalidades no telão localizado atrás da banda, dentre eles o jogador Pelé. Na verdade, o telão principal e os outros dois (um, à direita e outro, à esquerda do palco) trouxeram imagens em ótima definição durante todo o show, as quais variavam de acordo com a canção executada.

A dobradinha dos hits "You give love a bad name" e "Born to be my baby" fez levantar do chão quem ainda não tinha se empolgado. O show se desenvolveu intercalando clássicos com canções mais recentes. Entre uma música e outra, Jon Bon Jovi conclamava a galera e perguntava "Are you still with me out there?" (Vocês ainda estão comigo?"), o que incentivava o público a dizer "Yes", em coro, e cantar ainda mais forte.

O Bon Jovi não podia deixar "Lost highway" de fora, música que dá título ao álbum que levou a banda ao topo das paradas americanas em 1997. Já "Superman tonight" foi a canção que deixou os fãs mais quieto (assim como "We were beautiful") para depois fazê-los vibrar com "In these arms".

Após "Captain crash and the beauty queen from Mars", do álbum "Crush", Jon declarou: "I´m so happy to be here tonight" (eu estou tão feliz de estar aqui essa noite). O ídolo pop confessou que passou muito tempo para retornar ao Brasil e arrematou, em um português arrastado: "muito obrigado, São Paulo". Em outro momento, conclamou todos a cantar "Happy birthday" para o baterista Tico Torres, que aniversariou na quinta, dia 7. Ciente de sua beleza (intimidante, quando vista de tão perto!), Jon fazia poses para a câmera, soltava beijos e abria sorrisos de deixar as fãs enlouquecidas.

O clima de nostalgia dos anos 80 foi invocado com o hit "Runaway", época em que os integrantes da banda usavam os cabelos grandes e desgrenhados, além das calças coladíssimas. Nesse momento, o show fervia. Veio "We got it going" e a mais cantada da noite, "It´s my life". O hit fez o estádio tremer.

Em seguida, a banda fez um "medley" (pot-pourri), apresentando o sucesso "Bad medicine", intercalado com "Pretty woman", clássico de Roy Orbinson e "Shout", de The Isley Brothers. Aqui, Jon dividiu o vocal com o guitarrista de apoio Bob Bandiera, que acompanhada a banda na turnê.

O guitarrista Richie Sambora, considerado por muitos como a "alma da banda", não economizou nos solos de guitarra (trocando de instrumento quatro vezes) e emprestou sua voz a "Lay your hands on me".

Com tanto tempo distante, o Bon Jovi não podia deixar de cantar "Always", "Blaze of glory" e "I´ll be there for you". Foi difícil não ficar com lágrimas nos olhos nesse momento.

O show continuou com outro sucesso atual, "Have a nice day"; a surpresa de "Work for a working man" e "Who says you can´t go home", primeira música da banda a alcançar o topo da parada country nos EUA.

Mesmo apresentando sinais visíveis de cansaço, à essa altura, Jon continuou com "Keep the faith", quando a banda deu a já esperada pausa para o momento do "Bis".

O coro no Morumbi pedia o Bon Jovi de volta. Minutos depois, o grupo voltou com "These days", uma das mais queridas. "Wanted dead or alive", "Someday I´ll be saturday night" e "Livin on´ a prayer" vieram em seguida. O show terminou com a balada "Bed of roses", enquanto luzes de celulares e isqueiros acesos pela plateia marcavam o fim da apresentação, bem ao estilo dos anos 80.

Fonte: Diario do Nordeste
Share:

Nenhum comentário:

Reportágens

Últimas

Postagens mais visitadas